Com uma história de 50 anos essa empresa é uma das maiores e mais bem sucedidas franquias em atuação no Brasil, reconhecida nacionalmente por seus produtos de excelente qualidade e com sabor genuinamente brasileiro, vendendo seus saborosos hambúrgueres e sundaes, além do tradicional e inigualável milkshake de ovomaltine. terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Ricardo Bomeny do Bob´s
Com uma história de 50 anos essa empresa é uma das maiores e mais bem sucedidas franquias em atuação no Brasil, reconhecida nacionalmente por seus produtos de excelente qualidade e com sabor genuinamente brasileiro, vendendo seus saborosos hambúrgueres e sundaes, além do tradicional e inigualável milkshake de ovomaltine. quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Luis Domenech da Comgás
Na sua longa trajetória, essa empresa usou os mais diversos tipos de combinações para produzir combustíveis, de azeite a gás de hidrogênio carbonado, carvão, nafta, uma mistura envolvendo água e hulha, até chegar ao gás natural, o combustível ecológico do século 21. A implantação do gás natural, último ciclo de uma programação iniciada no final da década de 1980, foi considerada a fase mais importante de toda a história dessa companhia, que esteve presente na vida de São Paulo desde a extinção dos lampiões a azeite de baleia.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Jairo Yamamoto da Medley
Blog: Em 2006 a Medley comemorou 10 anos, certo? Quais foram os avanços significativos ocorridos durante essa década?
Jairo Yamamoto: Ao longo desses 10 anos muitos avanços aconteceram na Indústria Farmacêutica, na economia do país e, conseqüentemente, na Medley. Em especial, destaco o crescimento das indústrias farmacêuticas nacionais, principalmente, com o advento dos medicamentos genéricos, um grande avanço em termos de acessibilidade de medicamentos às pessoas. Além disso, a estabilização da economia nacional, e a melhora da qualidade de vida das pessoas, (que gerou um aumento na expectativa de vida dos brasileiros), foram fatos importantes para o crescimento da companhia.
Blog: Mas, esse sucesso não se dá apenas no Brasil? Você poderia comentar sobre os negócios da Medley na América Latina e na Europa?
Jairo Yamamoto: Há cerca de cinco anos a Medley iniciou o trabalho de exportação. Os negócios internacionais estão indo tão bem, que foi criado um departamento exclusivo para coordenar os trabalhos nessa área. Em 2007, além de ingressar em novos países da América Latina, a Medley estuda a possibilidade de ampliar a gama de produtos a serem exportados.
Blog: Atualmente, a Medley possui uma gestão executiva, ou seja, os integrantes da família que fundou a empresa transferem seus cargos diretivos para executivos. Quando ocorreu essa transição? Como ela se deu? Quais as semelhanças e diferenças de uma gestão familiar para a executiva? E, quais as vantagens desse tipo de gestão para os negócios?
Jairo Yamamoto: A transição aconteceu em 2001. Ela se deu de uma maneira muito estruturada, planejada e transparente. A família acionista deixou seus cargos diretivos e passou a comandar o conselho da corporação. Automaticamente, todos os cargos executivos foram profissionalizados. As mudanças estão na forma de conduzir o trabalho que não está diariamente sob a supervisão do acionista. Por um lado, temos mais autonomia nas decisões corporativas, por outro, muito mais responsabilidade. Porém, o importante nessa relação é a confiança entre acionistas e seus executivos. Na Medley, essa sintonia existe e agrega muito valor nos rumos da corporação.
Blog: Como foram os resultados da Medley este ano e quais as perspectivas para 2007? E, quais os desafios do mercado farma para esse final de década?
Jairo Yamamoto: O ano de 2006 foi muito positivo para a Medley. A empresa saltou da sexta colocação para a terceira no ranking setorial; bateu recordes na produção; no mercado de genéricos e no seu market-share total. O cenário da indústria farmacêutica mundial para esse final de década, aponta para a expiração de patentes de medicamentos muito importantes, e o crescimento do mercado dos medicamentos genéricos, centralizando a competição em grandes corporações. Por isso, mais do que nunca, a agilidade para se adaptar às transformações é um fator primordial para as corporações que pretendem continuar acompanhando os rumos do mercado.
Blog: A Medley é uma empresa farmacêutica e, evidentemente, produz medicamentos para a população. Quais as preocupações que uma empresa desse setor deve ter? Quais os aspectos importantes desenvolvidos por sua empresa nesse sentido?
Jairo Yamamoto: As principais preocupações de uma indústria farmacêutica sempre devem girar em torno da qualidade e eficácia de seus medicamentos. Na Medley, essa preocupação é encarada como respeito ao nosso consumidor, principalmente, pois, acima de tudo, trabalhamos para facilitar o acesso das pessoas aos medicamentos. Além de seguir rigorosamente todos os preceitos das autoridades sanitárias que regem o setor, a Medley procura aprimorar a sua cadeia de produção, seja por meio da implantação das práticas mais modernas e seguras de industrialização, como também na seleção e desenvolvimento dos parceiros envolvidos no processo.
Blog: Para muitas pessoas, os Medicamentos Genéricos, por serem muito mais baratos, não tem a mesma qualidade encontrada nos produtos tradicionais, inclusive recente pesquisa realizada no país, demonstrou que a população de maior poder aquisitivo é a maior consumidora dos produtos genéricos. A que se deve esse paradigma? Quais as ações que podem ser tomadas para reverter esse quadro e aumentar o consumo dos genéricos?
Jairo Yamamoto: Acho que a palavra chave nessa questão é informação. Para levar em sua embalagem o símbolo de um medicamento genérico (a letra G em fundo amarelo), todos os medicamentos são submetidos a rigorosos testes e controle de qualidade que garantem a mesma eficácia do produto referência. O preço mais barato é uma vantagem para a população que consegue ter acesso aos medicamentos e possibilidade de manter tratamentos com menor custo. A questão é entender que genérico (com o símbolo, a letra G na embalagem) é diferente dos medicamentos similares, muitas vezes mais barato, mas, que não possuem todos os testes de qualidades exigidos pelas autoridades sanitárias. A melhor maneira para quebrar esse paradigma é continuar comunicando os benefícios dos medicamentos genéricos. A Medley procura sempre levar essa mensagem em sua comunicação institucional. Seria muito importante que o governo continuasse a divulgar os benefícios dos genéricos, pois, com certeza, auxiliaria na qualidade de vida das pessoas.
Blog: Você pode comentar um pouco sobre a Farmácia Popular. Quais são as vantagens deste programa criado pelo Governo Federal e quem pode se beneficiar?
Jairo Yamamoto: A Farmácia Popular é o primeiro programa de co-participação entre indústria e governo, onde o governo paga 90% do valor do medicamento e o paciente 10%. O intuito é o de facilitar o acesso de medicamentos às pessoas carentes do país. Desta maneira, a Medley que sempre esteve a frente de propostas com este objetivo, não poderia deixar de participar e incentivar o programa. As pessoas que utilizam medicamentos contínuos são as mais beneficiadas, pois podem adquiri-los a menor custo, o que barateia o tratamento. O programa deve ser mais estimulado, com a inclusão de novas moléculas.
Blog: No mês de dezembro foi comemorado o Dia Internacional contra a Corrupção. Um número divulgado pela própria ONU – Organização das Nações Unidas nos assustou bastante. O mercado de medicamentos mundial movimenta US$ 50 bilhões e 25% desse montante não chega a onde deveria chegar, ou seja, a corrupção abocanha US$ 10 bilhões em detrimento da saúde e da melhora da qualidade de vida dos cidadãos e das cidadãs. Em sua opinião, o que se pode fazer para combater os malefícios da corrupção que atrapalha e acaba corroendo o desenvolvimento das nações?
Jairo Yamamoto: A corrupção realmente é um mal que atinge diretamente na qualidade de vida das pessoas. Acredito que somente com implantação de políticas sérias e rigorosas, possa haver um maior controle desse problema.
Blog: A corrupção é a falta de ética na esfera pública. Para você, qual a importância da ética no mundo dos negócios? Quais são suas vantagens competitivas? Como engajar todos os colaboradores no dia-a-dia ético de uma empresa? Isso também vale para a cadeia produtiva?
Jairo Yamamoto: A ética é fundamental em qualquer esfera de sua vida. No mundo dos negócios ela é responsável por determinar a “alma” da empresa. Ser ético com seus colaboradores, parceiros, clientes, e consumidores tem uma implicação direta na imagem da corporação e na sua própria sustentabilidade.
Blog: Hoje a meta do meio empresarial são os negócios sustentáveis. O que isso significa? Qual sua importância? E, quais as ações corporativas de maior destaque que poderão fazer uma empresa alcançar mais rapidamente essa sustentabilidade?
Jairo Yamamoto: A busca pela sustentabilidade, ou seja, a continuidade dos negócios da empresa sem prejudicar as gerações futuras, e sim garantir suas necessidades por meio de ações equilibradas no presente, é uma grande aspiração da Medley. Atualmente, já desenvolvemos projetos que visam aperfeiçoar nossos relacionamentos e procuramos difundir, cada vez mais, princípios do Pacto Global e das Metas do Milênio, estabelecendo indicadores sociais, ambientais e econômicos, para promover e consolidar o tema entre os nossos stakeholders. Acreditamos que o trabalho em conjunto, auxiliando no desenvolvimento dos parceiros de nossa cadeia de produção é fundamental para alcançar o nosso objetivo.
Blog: Essa sustentabilidade passa pela Responsabilidade Social Corporativa. Para Medley, qual a relevância desse tema para os negócios? E, quais as atividades sociais desenvolvidas em 2006?
Jairo Yamamoto: Sim, com a estruturação do departamento de Responsabilidade Social Corporativa, definimos nossa atuação em torno de quatro pilares essenciais:
a) Responsabilidade individual: considerada um princípio fundamental, pois tem papel de destaque no processo de conscientização e disseminação das práticas socialmente responsáveis.
b) Responsabilidade econômica: pressupõe a eficiência econômica, a geração e distribuição de riqueza e lucro, em benefício do desenvolvimento da sociedade, com uma atuação ética.
c) Responsabilidade social: atua para fazer valer os direitos humanos, respeitar as leis e preocupar-se com a saúde e a segurança no trabalho.
d) Responsabilidade ambiental: busca a preservação dos recursos naturais, a partir de atitudes que evitem impactos negativos e despertem para ações pró-ativas na recuperação do meio-ambiente.
Essas diretrizes de sustentabilidade traduzem os esforços da empresa em seguir definições internacionais, como o Triple Botton Line, que ressalta a importância do equilíbrio entre os aspectos ambiental, social e econômico. A intenção é que todos os projetos desenvolvidos pela corporação passem a atender esses preceitos ao longo do tempo.
O departamento de Responsabilidade Social Corporativa tem por objetivo propagar um modelo de gestão diferenciada em que predomina a relação de respeito com os públicos que impactam e são impactados em nossos negócios. Alem disso, visa incentivar a cooperação e as estratégias de longo prazo. Acreditamos que este modelo de gestão e o caminho para a perenidade da empresa.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Estamos de mudança...
O Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios está mudando seu escritório... Por isso, ficaremos mais alguns dias fora do ar! segunda-feira, 1 de janeiro de 2007
Férias...
domingo, 31 de dezembro de 2006
segunda-feira, 25 de dezembro de 2006
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Luiza Helena: CEO do Magazine Luiza
O Blog Ética nos Negócios teve a satisfação de conversar com uma admirada executiva que espelha as inquestionáveis qualidades femininas e o crescente destaque da mulher no mundo dos negócios. Estamos falando da Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, superintendente de uma das maiores redes de varejo do país: o Magazine Luiza.
Blog: Temos acompanhado as mulheres ocupando, cada vez mais, posições de destaque tanto nas empresas como nos governos. Na sua opinião, porque isso vem ocorrendo? Quais as principais características e diferenças entre uma gestão feminina e masculina? E, se ainda existem preconceitos neste sentido e o que se pode fazer para supera-los?
Luiza Helena: Acredito que homens e mulheres têm as mesmas chances de ter sucesso, desde que se empenhem e mostrem seu valor. No Magazine Luiza não há diferenças para homens e mulheres, até nosso número de funcionários é equilibrado. Desta forma incentivamos a igualdade de direitos e preservamos um ambiente de respeito. Acredito que hoje em dia o mercado valoriza muito mais o trabalho das mulheres que provam sua capacidade por meio de muito esforço e dedicação. É claro que ainda há muitas barreiras a serem transpostas, mas já evoluímos muito. Para ter sucesso uma empresa precisa ter velocidade, rentabilidade e qualidade. Neste aspecto algumas qualidades femininas passaram a ser indispensáveis, como a flexibilidade, intuição, processo educativo e interação. Devido a todos esses aspectos as mulheres estão tendo um espaço muito maior porque a elas foi permitido desenvolver essas habilidades. Eu costumo dizer nas minhas palestras que toda mulher tem de conhecer a sua força, junto com isso respeitar profundamente a força masculina. Eu acredito na junção da força masculina e feminina. Quando elas se juntam, seja na educação dos filhos, nas empresas, em qualquer coisa, todos nós saímos ganhando muito mais.
Blog: Já que o assunto é tecnologia. Como o Magazine Luiza encara as novas tecnologias, em especial a internet, para a consolidação de seus negócios?
Luiza Helena: Quando criamos as Lojas Virtuais, em 1992, a internet praticamente ainda nem existia. Criamos esse novo conceito para tornar possíveis as vendas em pequenas cidades, sem termos um custo muito alto com a construção de lojas grandes. As lojas virtuais exigem uma pequena estrutura física, porque nelas não há exposição de produtos. As pessoas definem suas compras por meio de um terminal multimídia. Após termos consolidado essa experiência, criamos, em 1999, o site magazineluiza.com, que hoje é a melhor loja da rede em resultados de vendas. As lojas virtuais e o site respondem por 12% do faturamento da rede.
Blog: O Magazine Luiza possui muitos prêmios conquistados. Quais são os principais? E, a que se deve tamanho reconhecimento público?
Luiza Helena: Há nove anos figuramos entre as 10 melhores empresas para se trabalhar, segundo o guia do Instituto Great Place to Work. Em 2003, conquistamos o primeiro lugar. Todo esse reconhecimento se deve a atitudes inovadoras na gestão dos Recursos Humanos. Em 2006, o Magazine Luiza foi premiado em Caxias do Sul (RS), com o troféu O Mercador, como destaque do comércio pelo Sindilojas (Sindicato do Comércio Varejista de Caxias do Sul) e o Sindigêneros (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios). Também recebemos o Prêmio Empresa Mais Admirada, do segmento Varejo de Eletro-eletrônico, na 9ª edição da pesquisa realizada por CartaCapital/TNS InterScience. Conquistamos ainda o prêmio O Equilibrista, de Destaque do Comércio, que foi concedido pelo Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças de Campinas.
Blog: Queremos começar este assunto, falando sobre as pessoas que compõe uma organização e são responsáveis por seu sucesso ou fracasso. Especialmente, no caso do Magazine Luiza, o atendimento ao público e aos consumidores devem ser uma marca de excelência numa empresa varejista. Atualmente, sua empresa conta com 10.000 colaboradores. Qual é a fórmula do Magazine Luiza para administrar, treinar, motivar e comprometer tanta gente? Quais os valores inerentes a sua empresa e que devem ser incorporados por cada um dos seus funcionários?
Luiza Helena: A política de Recursos Humanos do Magazine Luiza está baseada na valorização do ser humano e na crença da sua evolução. A empresa realiza uma série de programas que visam dar qualidade de vida, capacitação técnica e evolução pessoal, para que as pessoas tenham uma visão de mundo mais ampliada. A empresa tem grande investimento em treinamentos e cursos de técnicas de vendas, produtos e comportamentais. A empresa tem uma série de benefícios. Um deles é o cheque-mãe, uma ajuda mensal de R$ 200 para mulheres que trabalham na empresa e têm filhos de até 10 anos, para pagamento de creches e babás. O Magazine Luiza ainda oferece bolsas de estudos a todos os funcionários que queiram estudar. O percentual da bolsa varia de 20% a 70% do custo total da mensalidade. A ajuda é fornecida para qualquer tipo de formação, desde segundo grau até nível universitário, e outros cursos, como informática e inglês. Também há um plano de saúde nacional, que é extensivo a funcionários e dependentes. O Magazine Luiza negociou um plano odontológico muito bom. Nós temos alguns apoios para a construção da casa própria e casos de doenças graves, por exemplo. Para os pais dos funcionários, negociamos planos de saúde e odontológicos, com preços muito acessíveis. Temos convênios com algumas financeiras e bancos para oferecer crédito pessoal, com juros menores. A retaguarda do departamento de Recursos Humanos é colocada à disposição dos funcionários para ajudá-los nos problemas pessoais. Além disso, nós temos um plano de previdência privada para todos os colaboradores.
Blog: Como é encarada e também disseminada a ética no Magazine Luiza? Na sua opinião, qual a importância e as reais necessidades de uma empresa exercer a ética nos negócios?
Luiza Helena: Internamente temos um Código de Conduta Ética. Na integra, o texto diz o seguinte: “A Comunicação, na Empresa, é aberta e direta a todos. As lideranças têm por obrigação divulgar esta prática, em que os colaboradores podem se comunicar com qualquer pessoa, independente do nível hierárquico. Nenhum colaborador sofrerá pena, punição ou retaliação por denunciar ou testemunhar práticas de má fé ou lesão ao patrimônio da Empresa. Todos os colaboradores da Empresa têm acesso à Liderança (gerentes de departamento, gerentes regionais, diretoria, superintendência). O Magazine Luiza possui uma política de portas abertas.”
Blog: Por tudo que o Magazine Luiza representa no cenário nacional, sua empresa de ser admirada e formar a opinião de vários empresários do setor. Que conselho(s) e exemplo(s) você pode dar a estes varejistas em relação a ética nos negócios?
Luiza Helena: O que posso dizer é que a ética é imprescindível para quem deseja alcançar um crescimento sustentável.
Blog: Para muita gente, a Responsabilidade Social é um modismo passageiro e até uma nova ferramenta de marketing. O que essa expressão significa para você e o que a Responsabilidade Social representa para o Magazine Luiza?
Luiza Helena: O que hoje é chamado de Responsabilidade Social faz parte de nossa cultura desde que minha tia fundou sua primeira lojinha, em Franca-SP, no interior de São Paulo. Sempre tivemos a ética, a honestidade e o respeito aos clientes, aos funcionários e aos fornecedores como premissa básica em todas as nossas ações e decisões. Sempre participamos ativamente nas comunidades onde atuamos, não apenas gerando empresas, mas sendo uma empresa solidária e aliada nas ações voltadas para a melhoria da sociedade. Então, mesmo que a moda passar, continuaremos praticando estes princípios e estas ações, independente do nome que tiveram no passado e que vierem a ter no futuro.
Blog: A Responsabilidade Social é factível num ponto de vendas varejista? E numa cadeia de lojas como é o Magazine Luiza? Como isso é possível?
Luiza Helena: Em qualquer empresa, independente do tamanho, do número de funcionários, ou do ramo de negócio (lícito, é claro), é possível praticar a Responsabilidade Social, na medida em que ética, honestidade, respeito, compromisso com o bem comum cabem em todo lugar
.Blog: E, como a Responsabilidade Social faz parte do dia-a-dia dos negócios do Magazine Luiza? Qual sua importância e motivação?
Luiza Helena: Como já mencionei, são princípios arraigados em nossa cultura. Colocamos estes princípios em prática diariamente, no envolvimento de toda a equipe nas tomadas de decisões estratégicas, nos benefícios que vão além dos exigidos por lei e são estendidos aos familiares de nossos colaboradores, no relacionamento ganha-ganha com nossos fornecedores, na implantação de medidas que reduzem o impacto ao meio ambiente, no envolvimento com projetos comunitários, no incentivo à cultura local, no compromisso com o bom atendimento ao nosso cliente. Enfim, todos os processos de nossa empresa estão permeados pela responsabilidade social.
Blog: A maior ferramenta para a divulgação das Ações de Responsabilidade Social junto aos stakeholders (público) interno ou externo é o web site corporativo. Contudo, existem empresas optam pela não divulgação, como é o caso do Magazine Luiza. Qual a razão por esta opção?
Luiza Helena: Nossas ações são amplamente divulgadas, e somos inclusive considerados, há 9 anos consecutivos, uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, justamente pela conduta ética nos negócios. Publicamos também nosso Balanço Social, e em minhas palestras tenho como objetivo disseminar este jeito de ser. Blog: Para finalizar esta nossa conversa, gostaríamos que você falasse para o estudante de hoje que poderá ser um empresário amanhã, quais são os principais pontos para o sucesso de uma empresa varejista?
Luiza Helena: Tenho dito aos estudantes que o mercado está super competitivo e eles têm que ter uma visão global, entender do consumidor, ser humilde e saber lidar com pessoas.
Blog: Parabéns pelo sucesso empresarial alcançado por você. Obrigado Luiza Helena por tão simpática entrevista e o Blog Ética nos Negócios estará sempre aberto ao Magazine Luiza.
Luiza Helena: Tive muito prazer em participar de um site que divulga tanto a ética. Um grande abraço.
terça-feira, 28 de novembro de 2006
João Dória Jr.: CEO do Grupo Dória Associados
Blog: Em primeiro lugar, o Blog Ética nos Negócios quer agradecer ao CEO do Grupo Dória Associados por esta oportunidade e registrar nossa satisfação em conversar com o empresário, jornalista, publicitário e apresentador do Programa Show Business, João Dória Jr..
Blog: Você também atua no Terceiro Setor? Porque? Comente conosco a importância em se participar neste segmento de nossa sociedade?Blog: Acreditamos que a Atuação Responsável de uma empresa engloba, necessariamente, a Responsabilidade Ética, a Responsabilidade Social e a Responsabilidade Ambiental e, a essas responsabilidades, damos o nome de Tripla Responsabilidade Corporativa. Na sua opinião, qual a relevância da ética nos negócios e da responsabilidade social e ambiental na gestão e no dia-a-dia das empresas?
João Dória Jr.: Empresas modernas são empresas que respeitam seus funcionários, que respeitam também os Programas de Responsabilidade Ética, Social e Ambiental. Para isso, não importa o tamanho da sua empresa e nem sua área de atuação, o que importa é o seu grau de consciência ética e de responsabilidade.
Blog: Além disso, quais são os principais avanços alcançados pelas empresas nesta tripla responsabilidade neste início de século e o que pode ser melhorado?
João Dória Jr.: O Brasil melhorou muito nos últimos quinze anos no seu padrão de Responsabilidade Social e Ambiental. Apenas na ética não acompanhou o mesmo ritmo. Infelizmente, os exemplos negativos do setor público acabam, muitas vezes, contaminando o setor privado, especialmente aqueles que mantêm relações com os governos. Ainda temos um longo caminho para melhor o posicionamento ético, tanto no setor público quanto no setor privado no Brasil.
Blog: O Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios tem a principal função de fomentar a ética nos negócios e a responsabilidade social e ambiental, especialmente entre as crianças, jovens e adolescentes, em razão dos estudantes de hoje serem os futuros colaboradores, executivos, dirigentes e proprietários das empresas de amanhã. Para isso, conta com o Projeto RSC na Escola e com os Blogs Ética nos Negócios e Entrevista CEO. E, com estes projetos, acredita que possa contribuir com a formação de adultos-cidadãos e líderes socialmente responsáveis. O que você acha desta atuação?
João Dória Jr.: A proposta do Instituto Ética nos Negócios é louvável, sobretudo conscientizando os jovens da importância do respeito à ética. O grande movimento pela transformação do Brasil passa pela educação e neste sentido, passa também pelo ensinamento e obediência a ética junto às crianças e especialmente aos adolescentes.
Blog: Queremos voltar no assunto do EDH – Empresários pelo Desenvolvimento Humano para saber de que forma as empresas podem participar deste importante movimento.
João Dória Jr.: Empresas privadas podem ser voluntárias e apoiar os programas do EDH, mas essa colaboração passa, necessariamente, pela integração das empresas ao LIDE e a partir do LIDE terem uma atuação no plano social através do EDH. O trabalho de informações sobre o LIDE os leitores e participantes do Blog Ética nos Negócios podem consultar nosso Web Site.
Blog: Para finalizar, qual o conselho que você pode dar para os jovens que estão entrando no mercado de trabalho ou àqueles que vislumbram crescer profissionalmente em suas empresas?
João Dória Jr.: O melhor conselho que eu posso oferecer aos jovens é confiar nas suas iniciativas, serem perseverantes, serem éticos, terem espírito de equipe, nunca perderem a humildade e colocarem os seus sonhos como objetivos a serem alcançados.
Blog: Foi uma enorme satisfação para o Blog Ética nos Negócios conversar com o João Dória Jr.. Nosso espaço estará sempre aberto para você. Um abraço grande.
João Dória Jr.: Eu queria agradecer o Blog mais uma vez pela oportunidade da entrevista, portanto fica aqui o meu sincero agradecimento.














